Reestruturação organizacional para pequenas e médias empresas – Parte 2

31 de Agosto de 2016, por Jeferson Sena | Organização Empresarial
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Em nosso último post, começamos a falar sobre o processo de reestruturação organizacional. Iniciamos a abordagem deste tema falando sobre como e em que momento este processo ocorre considerando os diferentes portes das empresas. 

Muitas pessoas acreditam que o termo reestruturação se refere apenas ao seu contingente de colaboradores, equivocadamente denominado de estrutura organizacional. Mas a realidade é que um processo de reestruturação é mais amplo e inclui aspectos físicos, humanos, financeiros, jurídicos, econômicos e administrativos.

Acreditamos que o grande segredo para que as empresas alcancem o sucesso em seus processos de reestruturação organizacional é que as mudanças sejam planejadas e ocorram de maneira gradual, de degrau por degrau.

Um bom plano de reestruturação considera que as mudanças serão promovidas por etapas e que cada etapa precisa ser consolidada, antes que se inicie a próxima. Procedendo assim, poderemos garantir que não haverá retrocessos ao longo da execução e que todos os envolvidos serão devidamente adaptados às novas condições da estrutura. Considerando isto, veja as etapas para a reestruturação organizacional:

1. Identificação de Liderança

Em geral, o desenvolvimento da pequena empresa é antecedido pelo desenvolvimento de sua liderança. Só lideres maduros são capazes de perceber a importância do desenvolvimento da organização e, por conseguinte, a necessidade de sua reestruturação.

A visão de negócios da liderança de uma pequena empresa que está em processo de reestruturação será bastante ampliada e os modelos tradicionais de liderança baseada em hierarquia tendem a ser suplantados por um modelo baseado em autoridade e exemplo.

Esse é um tempo propício para o surgimento de novos líderes, em geral, forjados informalmente e que percebem a oportunidade de ascenderem na empresa, para posições de liderança formal.

2. Controle das informações

Pequenas empresas em desenvolvimento tornam-se mais exigentes com relação aos controles das informações e a oferta de informações com mais qualidade. As reestruturações exigem troca de sistemas computacionais e melhoria dos processos de análise de dados e tomadas de decisão.

Informação passa a ser um imperativo da organização, para que ela não perca agilidade e conduza suas decisões com mínimas possibilidades de erro.

3. Gestão financeira

Crescimento implica em aumento da produção, o que deve gerar crescimento da receita. Também significa que os gastos serão maiores e a gestão financeira precisa ser conduzida de forma cuidadosa e organizada.

Não se admite que uma empresa desenvolvida tenha controles financeiros feitos por pessoas que não tenham conhecimento de finanças e não saibam lidar com questões econômicas. A gestão dos recursos financeiros de forma precisa e criteriosa é uma condição para o sucesso das organizações.

4. Processos

O trabalho de reestruturação na pequena empresa, inicia pela identificação dos processos organizacionais necessários para que a operação seja melhorada e ganhe produtividade.  É comum que as pequenas empresas não tenham todos seus processos organizacionais estruturados. Muitas operações são executadas de forma manual ou fora de seus ambientes naturais. As pessoas executam processos de maneira sobrepostas, gerando retrabalho ou trabalho desnecessário.

Por isso, a identificação dos processos empresariais, sua normalização, implantação e controle precisam ser executados como atividade prioritária do plano de reestruturação.

5. Portfólio de serviços

As pequenas empresas não costumam ter um portfólio de serviços muito amplo, por isso esse é um item pouco afetado pelas ações de reestruturação. O que verificamos, na maioria dos casos, é uma consolidação do portfólio, suprimindo ofertas obsoletas ou inadequadas, desdobrando ofertas que se mostrem mais rentáveis ou reorientando o portfólio para um novo perfil de público alvo.

6. Cultura organizacional

Em todo processo de mudança organizacional o maior obstáculo a ser vencido é a cultura dominante na organização. Por mais conscientes que as pessoas estejam sobre a necessidade de promover uma mudança, elas resistirão a essa mudança, porque estarão aculturadas ao modelo dominante.

A cultura é resultado de um modelo mental, portanto não é possível muda-la apenas com alterações estruturais. É preciso transformar a mente das pessoas! Por isso, todo plano de reestruturação organizacional precisa conter uma estratégia de transformação cultural, que será implementada antes que as transformações objetivas da estrutura sejam iniciadas.

Por conta dessa necessidade de transformação cultural, muitas vidas são sacrificadas no processo de reestruturação. Esse é um dos motivos pelos quais os planos de reestruturação organizacional são mal vistos e mal falados.

7. Plano estratégico

Via de regra, nossos serviços de desenvolvimento estratégico contemplam a análise das condições estruturais.

Nossa experiência tem mostrado que os planos estratégicos das pequenas empresas precisam contemplar um plano de reestruturação organizacional. Não é raro nos deparamos com empresas que desejam definir suas estratégias de crescimento, mas ainda não estão estruturadas adequadamente para suportar as ações que desejam executar.

Nesses casos, a reestruturação faz parte da estratégia de crescimento, o que nos permite apoiar diretamente o cliente nesse processo, que costuma ser bem trabalhoso.

Sobre o autor:

Jeferson Sena é sócio-diretor da Ninho Desenvolvimento Empresarial, especialista em projetos de organização e reestruturação de empresas, desenvolvimento, implementação e gestão de planejamento estratégico.

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A Decisão Sistemas buscava estruturar a empresa preparando-a para o crescimento. Uma importante etapa do processo era ter uma real visão da situação da empresa, para que fossem definidas ações condizentes com as necessidades da organização.

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